Ações da Prefeitura fomentam pequenas propriedades




3A Prefeitura de Campo Verde, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, está fomentando a produção de leite nas pequenas propriedades localizadas nas comunidades rurais surgidas através do Programa de Reforma Agrária desenvolvido pelo Governo Federal.

Um exemplo é o Dom Ozório, onde mais de 30 famílias que estão investindo na pecuária leiteira estão recebendo orientação de um médico veterinário. Um programa de distribuição de kits de inseminação artificial está sendo desenvolvido, garantindo o melhoramento genético do rebanho e, consequentemente, maior produtividade por animal.

O Município também repassou à Cooperativa dos Produtores Rurais do Assentamento Dom Ozório, uma ensiladeira que vai auxiliar os pequenos produtores de leite na produção de alimento para o gado e auxiliou no transporte de uma colheitadeira de grãos, que foi doada à Cooperozório pelo empresário José Maria Bortolli.

Outro apoio importante dado pelo Município foi o repasse, feito em fevereiro, de um resfriador com capacidade para mil litros de leite. “Com essas ações nós queremos fazer com que as pequenas propriedades do Assentamento Dom Ozório se tornem produtivas e que as famílias possam ter um aumento em sua renda”, disse o secretário de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, Pedro Cambará.

O programa de melhoramento genético do rebanho leiteiro, conforme frisou Pedro Cambará, não atende somente o Assentamento Dom Ozório, mas também todas as demais comunidades rurais e produtores de leite do município.

No setor de hortifrutigranjeiros, o Assentamento Dom Ozório começa a despontar como um potencial produtor. Mais de 20 famílias já trabalham com a produção de folhosas e caixarias. No entanto, apesar do apoio e das ações do Município, a comunidade, de acordo com o presidente da Associação Vale dos Sonhos, Natal Scaramussa, enfrenta problemas para comercializar os produtos.

Segundo ele, devido à distância – o assentamento está a cerca de 70 quilômetros da cidade – dificulta a colocação da produção nos mercados de Cuiabá e Várzea Grandes, dois grandes centros consumidores. Conforme informou Scaramussa, apenas um comprador de Rondonópolis visita o Assentamento uma vez por semana.

Para auxiliar na comercialização, o secretário de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, Pedro Cambará, informou que o Município disponibiliza um ônibus para transportar os produtores e um caminhão para trazer os produtos até a Feira Municipal.

Mesmo com as dificuldades, alguns produtores do Dom Ozório estão mostrando que acreditam na agricultura familiar e investindo no segmento. Um exemplo é Zenir de Moura, que está apostando no cultivo de alface e agrião através do sistema de hidroponia.

Com recursos próprios ele já investiu cerca de R$ 40 mil na construção de uma estufa com aproximadamente 600 metros quadrados e capacidade para produzir até 5 mil pés de alface. A distância do Assentamento até os centros consumidores não assusta o pequeno produtor.

Para garantir o transporte, ele investiu na compra de uma Kombi. Com isso, pretende comercializar a produção diretamente com o consumidor, eliminando a figura do intermediário. “Eu pretendo comercializar em cidades maiores. Comprei um veículo para assim não jogar na mão do atravessador. Quero comercializar direto com o revendedor final”, explicou.

Demonstrando muita confiança no resultado da plantação, “Tito”, como ele é mais conhecido no Assentamento, acredita que terá sucesso na atividade. “Eu não penso negativo, só positivo. E pelo que eu sei e o que eu já fiz aqui, acho que vai dar certo, sim. Tenho certeza que vai dar certo”, afirmou.

Ivair da Silva Barbosa vive com a esposa Marli e dois filhos – um deles cursando uma faculdade em Primavera do Leste – no Sítio Boa Esperança. Na propriedade, que tem pouco mais de 11 hectares, ele dá um exemplo de diversificação e aproveitamento da pequena propriedade.

A renda da família vem da produção de leite – que está em 100 litros por dia – da criação de frangos semicaipiras e porcos. Toda semana, Barbosa e Marli abatem em média 50 frangos, que são adquiridos por um comprador de Primavera do Leste. Dois leitões, pesando em média de 15 a 20 quilos são abatidos semanalmente e vendidos na feira livre em Campo Verde. O leite é comercializado in natura no próprio assentamento ou transformado em queijo.

Apesar de diversificar a propriedade, Barbosa chamou a atenção para algumas dificuldades. “O mercado, que está assim, meio devagar pra nós, e recursos, né? Dinheiro hoje é o problema”, reclamou. Por outro lado, o pequeno produtor destaca que o apoio que vem sendo dado pelo município, é importante.

A disponibilização ônibus para o transporte dos feirantes e do caminhão para o transporte dos produtos é destacada pelo pequeno produtor. “Sem isso aí a maioria do povo não teria recursos próprios para poder se deslocar com essas mercadorias”, afirmou, destacando que é possível viver em pequenas áreas.

Com o próprio nome de sua propriedade diz, acreditar sempre e ter esperança em um futuro melhor é primordial. “Com as economias que a gente faz a gente vai vivendo com a esperança de ter uma melhora mais pra frente”. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação)

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