Investimentos privados superam R$ 100 milhões e movimentam a economia de Campo Verde




Enquanto em vários municípios brasileiros o cenário é de estagnação e até de recessão econômica, em Campo Verde o panorama é bem diferente. Investimentos que estão sendo realizados pela iniciativa privada somam mais de R$ 100 milhões e movimentam a economia local.

Um exemplo é a Cooperpluma, cooperativa que reúne produtores de Campo Verde e que está investindo R$ 26 milhões na implantação de uma indústria de beneficiamento de algodão. O investimento mostra – e confirma – que o setor têxtil no município vem se fortalecendo a cada ano.

Atualmente, Campo Verde conta com 17 indústrias de beneficiamento de pluma, uma tecelagem e quatro fiações. O segmento de fios é o que está recebendo a maior parcela de investimento.

A Incofibras, um braço da empresa Incofios, que tem sede em Santa Catarina, está concluindo sua primeira planta industrial em Campo Verde. A nova indústria vai atuar no aproveitamento da fibrilha, um subproduto da pluma utilizado na produção de fios usados na fabricação de tecidos rústicos ou de menor qualidade.

A planta, que deve começar a operar ainda este ano, tem capacidade para processar 6 mil toneladas anos. “Metade desse material é aproveitado e transformado em fios”, informa o supervisor geral da empresa Inaldo Barbosa.

De acordo com Barbosa, a Incofibras vai investir algo em torno de R$ 50 milhões em Campo Verde. Para 2019 está previsto o início de uma indústria de fios. “Vai depender do mercado”, ressalta Barbosa.

Outro investimento de grande porte está sendo feito pela Agrícola Alvorada. A empresa está investindo R$ 26 milhões na construção de dois silos para armazenamento de grãos, cada um deles terá capacidade estática de 35 mil toneladas. As obras, que tiveram início há menos de um mês, estão em ritmo acelerado e a previsão é que o primeiro silo comece a operar em janeiro.

A implantação de indústrias, considerado fator preponderante para a agregação de valor ao agronegócio, movimenta também vários setores da economia, como o comércio, o transporte e a prestação de serviços, especialmente na área da construção civil.

Na implantação dos silos da Agrícola Alvorada, por exemplo, mais de cinquenta operários estão trabalhando na obra. Nas obras da Incofibras o cenário é o mesmo, com dezenas de trabalhadores em ritmo acelerado para cumprir os prazos. O mesmo acontece na construção da algodoeira da Cooperpluma.

A construção civil, seja ela industrial, comercial ou residencial, é outro segmento que movimenta milhões na economia de Campo Verde. Somente em quatro obras de grande porte que estão sendo construídas no bairro Estação da Luz os investimentos superam R$ 10 milhões e dezenas de postos de trabalho foram criados.

Além da implantação de empresas de grande porte, Campo Verde tem também diversos investimentos menores no setor industrial. São empresas locais, que atuam em segmentos como metalurgia, marmoraria e tecnologia, que estão construindo suas próprias sedes ou ampliando suas instalações.

Incentivos – Todo e qualquer investimento, seja no setor industrial, comercial ou mesmo no agronegócio, para se concretizar depende de uma série de fatores: panorama econômico, mercado, oferta de matéria prima, oferta de mão de obra, incentivos fiscais e outros.

Em Campo Verde, a Administração Municipal oferece incentivos fiscais, como isenção parcial de ISSQN, isenção de taxa de Alvará e terraplanagem, além da venda de terrenos no Distrito Industrial com preços subsidiados. “Esses incentivos que o Município oferece, retornam na forma de empregos para população”, frisa o prefeito Fábio Schroeter.

A Administração Municipal incentiva também os micro e pequenos empreendimentos, ofertando cursos, capacitações e consultorias aos empreendedores através de parcerias com o SEBRAE.