OSJCV completa cinco anos e é destaque entre os núcleos do Projeto Ciranda


Trabalho desenvolvido no município no ensino da música clássica é exemplo para outros municípios

Maestro Murilo Alves

Criada em 2013 a partir de uma proposta feita ao prefeito Fábio Schroeter pelo maestro e, à época, coordenador do Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação, a Orquestra Sinfônica Jovem de Campo Verde completou em agosto 5 anos.

A criação da Orquestra se deu através de uma parceria com o Instituto Ciranda, de Cuiabá, presidido pelo maestro Murilo Alves. Com o passar do tempo, o projeto foi ganhando corpo, com novos alunos descobrindo o maravilhoso mundo da música clássica e do canto coral.

Isso fez com que fosse criada a Escola de Música que hoje atende 400 crianças, adolescentes, jovens e adultos com aulas de música clássica e canto coral, provando que ideia inicial de se ter uma orquestra em uma cidade pequena e do interior, era viável.

A evolução dos alunos, os investimentos feitos pelo Município e o patrocínio de empresas e empresários de Campo Verde, de acordo com o maestro Murilo Alves, foi de fundamental importância para a consolidação do projeto.

Karollyne Caetano Alencar, aluna da Escola de Música

Conforme informou Murilo Alves, o Instituto Ciranda mantém núcleos atuantes, sendo dois em Cuiabá, um Várzea Grande, um em Rondonópolis, dois no município de Chapada dos Guimarães nas comunidades Água Fria e João Carro e Campo Verde.

“Campo Verde é o único Polo Ciranda de Ensino Musical. O que isso significa? Significa que dentro daquela proposta com a Prefeitura Municipal iniciada há cinco anos, que era de formar uma base, de ter pessoas aqui aprendendo, com condições de multiplicar, ao cabo desses cinco anos, esse primeiro ciclo, essa primeira etapa se encerra e a Escola, desde o ano passado tem autonomia para pensar projetos, para desenvolver ações e ir ao encontro da comunidade”, explicou.

O resultado desse crescimento como escola de música, enfatizou Murilo, é que hoje existem monitores locais, que iniciaram seus estudos na Orquestra, ministrando aulas, além de músicos premiados. O maestro destacou também que a Escola de Música está estruturada para prosseguir atuando e formando novos talentos.

“Dentro de uma nova etapa, com novos desdobramentos, eu considero que o Instituto Ciranda tem uma missão muito (bem) cumprida aqui em Campo Verde e a coisa está funcionando muito bem”, afirmou. Para ele, o que foi feito é destaque no cenário estadual e serve de exemplo para outros municípios.

A música clássica ensinada através do Projeto Ciranda, mudou o gosto musical dos participantes e os fez ter uma nova visão do que é a arte, do que são Mozart, Bethoven e outros compositores eruditos.

Atualmente a Escola de Música da OSJCV atente 400 alunos

Um exemplo é a violoncelista Karollyne Caetano de Alencar, que iniciou seus estudos musicais em 2013 com a criação da Orquestra Sinfônica Jovem de Campo Verde. Para ela, fazer parte do projeto tornou-se um grande orgulho. “Quando eu iniciei no projeto e não achei que iria permanecer por muito tempo”, revelou.

Essa perspectiva de desistir, de acordo com Carolina, mudou com o passar do tempo e com a participação nas aulas. “Eu passei, ao longo dos anos, criando um amor por esse projeto, pela música, por esse mundo musical que é diferente do que a gente vê hoje em dia nas festas ou em qualquer lugar. Eu aprendi a apreciar a arte de uma outra maneira, através da música clássica”, contou. “E querendo ou não, amplia nossa visão. Deixa a gente com um olhar artístico para o mundo, para a vida”, completou.

Além do lado artístico, Karollyne revelou que a música contribuiu também com a sua formação pessoal. “Além da disciplina, ajudou bastante na questão da concentração. E também, como eu falei, da visão, a gente passa a ter uma percepção diferente de uma pessoa que não tem o conhecimento musical. A gente acaba ficando mais ligado nas coisas que acontecem”, afirmou.

O também violoncelista Daniel Matheus Viana dos Reis está há um ano e meio na orquestra e também avalia como positiva a participação do Projeto. Para ele, que não tinha nenhum conhecimento musical, as aulas abriram uma nova alternativa. “Está sendo uma experiência muito boa. Eu sempre quis aprender algo diferente para não ficar muito nas coisas iguais às outras pessoas. Eu aprendi a ter mais responsabilidade e a ter mais percepção das coisas, a escutar melhor, melhorei muito mais nesse sentido”, afirmou.

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