Números são retificados e Campo Verde é o 7º no agronegócio em Mato Grosso




O algodão aparece em segundo lugar na geração de receita no município

Um erro na apuração dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por parte da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Campo Verde, resultou na divulgação equivocada dos valores produzidos pelo agronegócio no Município.

De acordo com a nova apuração, Campo Verde, com R$ 1.635,429,00, ocupa a 7ª posição no ranking da produção agrícola de Mato Grosso e não a 5ª, como foi divulgada anteriormente. Com esse valor produzido, o município está à frente de Primavera do Leste, que ocupa a 8ª posição com R$ 1.405.150,00.

Em primeiro lugar na produção agrícola do estado está Sorriso, com R$ 3.196.175,00. O segundo lugar é ocupado por Sapezal, onde o agronegócio rendeu R$ 2.035.721,00. Nova Ubiratã, com R$ 2.074,074, aparece em terceiro.

Em 4º lugar está Campo Novo do Parecis, com R$ 2.035.721,00, seguido por Nova Mutum, que aparece em 5º lugar com R$ 1.884.299,00 produzidos. A 6ª posição é ocupara por Diamantino, com R$ 1.665.903,00.

A soja foi o produto que mais contribui com a movimentação financeira do agronegócio em Campo Verde, com R$ 671,61 milhões, seguido pelo algodão, que proporcionou uma receita de R$ 666,55 milhões. O milho gerou R$ 255,59 milhões e o feijão R$ 36,2 milhões.

O prefeito Fábio Schroeter demostrou satisfação com os números do agronegócio no município, que, segundo ele, são o resultado de um trabalho sério, baseado na busca de técnicas e tecnologias de cultivo desenvolvido pelos produtores de Campo Verde. “É sabido que o agronegócio é o carro-chefe da nossa economia e quando a produção agrícola vai bem, todos os outros setores da economia também vão”, disse ele.

Industrialização – Ao avaliar os números divulgados pelo IBGE, o prefeito Fábio Schroeter destacou que é preciso implementar ainda mais, ações para que possam agregar valor ao setor produtivo. “Para isso, estamos trabalhando juntamente com o Governo do Estado para atrair para o município, indústrias que atuam no setor têxtil e em outros segmentos”, comentou.

Fábio lembrou que há cerca de dois meses, ele, o secretário de Indústria, Comércio e Turismo Altair Donizete Restani, acompanhados por representantes de empresas ligadas à cadeia do algodão, participaram de uma reunião sobre o programa Investe Mato Grosso, que está sendo implantado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico.

“Campo Verde já tem uma vocação natural para o setor têxtil devido à sua grande produção de algodão. E nós, enquanto Administração Municipal, temos procurado incentivar essa cadeia produtiva. Se pudermos contar com um apoio maior do Estado, concedendo incentivos a quem queira se instalar em nossa cidade e àquelas empresas que já estão aqui, certamente, em pouco tempo, seremos um grande polo têxtil”, disse o prefeito.

Na oportunidade, o prefeito solicitou ao secretário Carlos Avalone, maior atenção do Governo do Estado no que diz respeito aos incentivos a empresas instaladas em Campo Verde e também o direcionamento para Campo Verde de indústrias que queiram se instalar em Mato Grosso.

Também na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone ressaltou que a indústria algodoeira em Campo Verde já está consolidada e por isso deve receber atenção do Governo. “Se a gente não tiver um direcionamento para essa região, com certeza nós estaremos cometendo um equívoco, um grande engano”, disse.

Campo Verde, de acordo com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, conta hoje com 17 indústria de beneficiamento de pluma, três fiações e uma tecelagem. “Somos o único município de Mato Grosso a produzir fio atualmente”, destacou Altair Donizete Restani.

Mas não é só a indústria algodoeira que tem recebido a atenção da Administração Municipal. Empresas de vários segmentos foram beneficiadas com terrenos a preços subsidiados no Distrito Industrial II nos últimos quatro anos. E para atrair mais investimentos, uma nova área está sendo negociada pelo Município para ser anexada ao Distrito Industrial. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMCV)