Torneio demonstra capacidade produtiva da pecuária leiteira de Campo Verde




Proprietários dos animais e autoridades

Realizado pelo 17º ano, o Torneio Leiteiro da Expoverde, além de estimular a atividade demonstra a capacidade produtiva da pecuária leiteira de Campo Verde, município onde as características climáticas e a grande oferta de alimento tornam a produção de leite ainda mais atrativa.

Este ano, se o número de animais foi pequeno, a produtividade registrada foi grande. Na média, as cinco vacas premiadas produziram 34,5 quilos por dia em duas ordenhas. A grande campeã foi a holandesa “Meia Noite”, com média de 39,5 quilos, que pertence ao produtor Marcelo Neves Ferreira.

Em segundo lugar ficou a jersolando “Coração”, que pertence a Waldir Francisco da Silva, com  média de 38,6 quilos. O terceiro lugar foi para a vaca “Paloma”, que produziu 34,2 quilos em média por dia. O animal, da raça girolando, pertence ao produtor Randolfo Evandro Pereira. Com 31,8 quilos em média, a girolando “Pirata”, que pertence a Aureliano Pereira Borges, foi a quarta colocada. Também da raça girolando, “Paulista”, de propriedade de Paulo José Pereira Borges, ficou com o quinto lugar, produzindo por dia a média de 28,8 quilos.

Veterinária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, Fernanda Maia atribui a produtividade do rebanho leiteiro de Campo Verde aos investimentos feitos pelos criadores tanto no melhoramento genético quanto no manejo dos animais.

“Agora, no período da seca, eles se preparam, fazem silagem, dão um reforço com concentrado. Eles percebem que a vaca de leite, em si, requer um cuidado, uma atenção maior, então eles têm investido na alimentação, que o que propicia essa melhoria”, observou.

Fernanda Maia ressaltou que o Torneio Leiteiro, mais que uma “competição”, é um momento de entrosamento, de troca de experiência entre os produtores e de divulgar as melhorias tanto no campo da genética quanto na questão da alimentação.

De acordo com a médica veterinária, a pecuária leiteira na região ainda está começando a ser explorada comercialmente, deixando de ser apenas uma atividade complementar na propriedade para ser uma das principais fontes de renda. “Ainda está ‘engatinhando’, mas a tendência é melhorar bastante”, avaliou. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMCV)