Lançada nesta segunda-feira, nova subestação vai aumentar a capacidade energética de Campo Verde em mais de 60%
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico
Autor: Valmir Faria
Autor da Foto: Valmir Faria
Maior polo têxtil de Mato Grosso e com um sistema multimodal de transporte formado por importantes rodovias, ferrovia e aeroporto pavimentado, Campo Verde dá agora mais um importante passo para se tornar um grande centro industrial com o aumento de sua capacidade energética. A pouca oferta de energia elétrica, por décadas é gargalo que prejudicava a verticalização da economia local, e que agora começa a ser resolvido com a implantação de uma segunda subestação no município.
As obras, que já estão em execução em um terreno de 9,9 mil metros quadrados, localizado às margens da BR-070, a pouco mais de dois quilômetros da área urbana, em direção à Primavera do Leste, foram lançadas oficialmente na manhã desta segunda-feira (13). A previsão é que a nova unidade entre em operação em novembro, aumentando a capacidade energética de Campo Verde em 68%.
Conforme explicou Ubiraci Cortêz Costa Filho, coordenador de construção e manutenção da Energisa para as regiões de Rondonópolis e Barra do Garças, a nova unidade vai operar de forma independente, porém, interligada à que já existente no município. “Vamos ter uma energia com qualidade”, garantiu. “Caso necessite fazer alguma manobra no sistema, ele pode ter mais de uma fonte”, explicou. Com isso, segundo Ubiraci, problemas de queda e oscilação de energia serão reduzidos.
O representante da Energisa classificou os investimentos que estão sendo feitos como fundamentais para o município que, destacou ele, cresce acima da média. “E a Energisa precisa acompanhar esse crescimento”. Para que isso aconteça, a empresa está investindo R$ 130 milhões, sendo R$ 50 milhões na construção da subestação e R$ 80 milhões na implantação de 110 quilômetros de linha entre a Usina Casca III, na região de Chapada dos Guimarães, e Campo Verde, previsto para entrar em funcionamento em 2027.
“E isso é importante”, ressaltou. “Porque vai ampliar a capacidade energética aqui no município. Vamos sair de 50 MVA existentes para 80 MVA. Além disso a gente vai proporcionar uma segurança energética paro o município, visto que teremos mais de uma fonte de energia”, explicou Ubiraci.
Para o prefeito Alexandre Lopes de Oliveira, a implantação de mais uma subestação representa um novo momento, proporcionando agregação de valor a matéria-prima, fomentando a economia local e fortalecendo o processo de industrialização. “É o município de Campo Verde fazendo seu dever de casa, resolvendo os gargalos que impedia, muitas vezes, o nosso crescimento econômico”, frisou o prefeito.
Alexandre lembrou que o Município atuou fortemente para melhorar as condições logísticas e também reduzir o déficit por mão-de-obra qualificada e criou incentivos para novos investimentos. “E agora, resolvendo uma pauta que, ao longo da história de Campo Verde sempre foi debatida e agora sai do papel com a implantação de mais uma subestação, o que vai, não só fornecer [energia] em quantidade, mas também em qualidade”, destacou o gestor.
“Campo Verde ganha qualidade, ganha quantidade de energia suficiente para que, a partir desse momento nós tenhamos um futuro tanto de crescimento de perímetro urbano, residencial, de comércio, mas, principalmente da questão das novas indústrias que vão se instalar no nosso município”, observou o secretário de Desenvolvimento Econômico Henrique Soares. A capacidade aumenta é suficiente para atender 18 mil residências, milhares de comércio e dezenas de indústrias.
Também participaram do lançamento a vice-prefeita e secretária municipal de Saúde, Edna Queiros da Silva, o presidente da Câmara, vereador Sílvio Evento, vereadores e secretários municipais.