Órgãos de defesa do consumidor e MP cobram melhorias no atendimento por parte da Águas de Campo Verde
Fonte: Procon
Autor: Valmir Faria
Legenda: A reunião foi realizada nesta terça-feira, na sede da Secretaria de Segurança
Autor da Foto: Valmir Faria
Durante reunião realizada na tarde desta terça-feira (25), na Secretaria Municipal Integrada de Apoio à Segurança Pública, o Procon, a Agência de Regulação e Fiscalização (Agirf) e o Ministério Público cobraram da Águas de Campo Verde — concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgoto no município — melhorias no atendimento aos consumidores.
De acordo com a diretora do Procon Municipal, Jacy Ovídio de Miranda, as queixas são, em sua maioria, referentes à falta de água, cobranças abusivas nas tarifas e inclusão indevida de novas unidades consumidoras.
Somente entre maio e julho, segundo o Procon, foram protocoladas mais de 70 reclamações de cobranças com aumentos injustificados. Essa situação, informou a diretora, costuma ser registrada após a troca do hidrômetro. “Visando resolver isso da melhor maneira, tanto para a concessionária quanto para o consumidor, decidimos realizar uma mesa-redonda para debater o tema e chegar a uma solução”, afirmou.
Para Arildo Paulo Viana Júnior, diretor-presidente da Águas de Campo Verde, o encontro foi importante para que a empresa tomasse conhecimento das demandas da população.
Sobre a falta de água, ele explicou que se trata de oscilações pontuais provocadas por manutenção na rede ou queda de energia elétrica, e orientou os moradores a manterem caixas-d'água em suas residências. “O que podemos fazer para atenuar essa situação é dar respostas mais rápidas. Hoje, buscamos realizar reparos em vazamentos no prazo máximo de 24 horas para evitar desabastecimentos”, declarou.
Ele ressaltou ainda que a comunicação rápida à empresa por parte dos moradores é fundamental para que soluções sejam adotadas e garantiu que a vazão dos poços atende à demanda da população. Quanto aos valores das tarifas, completou: “Observamos que houve muitas queixas de ordem consumerista, como faturas mais altas. Foi importante prestar esclarecimentos sobre a troca de hidrômetros, a atualização cadastral e o papel da Agirf”.
Ao final do encontro, ficou ajustado um prazo para que a concessionária apresente propostas definitivas para as reclamações da população. “Em 10 dias, voltaremos a nos reunir para debater e avaliar a viabilidade das soluções apresentadas antes de repassá-las à comunidade”, adiantou Jacy Ovídio.
A diretora orientou que o consumidor que se sentir prejudicado busque primeiro o atendimento da própria empresa. Caso o problema persista, deve procurar os órgãos de defesa. A Agirf atende na Rua Terezina, 924, Campo Real II (das 8h às 12h e das 14h às 18h). O Procon fica na Rua Manoel Genildo de Araújo, 240, no mesmo bairro (das 7h às 11h e das 13h às 17h).
A reunião contou também com a participação do secretário municipal de Segurança, Francisco Siqueira Sampaio, e do promotor de Justiça Marcelo dos Santos Alves Corrêa.