Produção de algodão e potencial têxtil de Campo Verde impressionam empresários
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Campo Verde
Autor: Valmir Faria
Legenda: Campo Verde está entre os quatro maiores produtores de algodão do Brasil
Autor da Foto: Valmir Faria
O processo de produção do algodão e o grande potencial para expansão do setor têxtil de Campo Verde impressionaram os 24 empresários de 13 empresas ligadas a vários segmentos do setor que visitaram o Município na última quarta-feira e participaram da quarta edição do Tour Da Fibra ao Fio.
O evento, promovido pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, tem por objetivo apresentar aos empresários todo o processo da produção da fibra, desde o plantio até a colheita e também expor as possibilidades de investimentos no município, proporcionadas pela grande oferta e a qualidade da matéria-prima; incentivos fiscais e posicionamento logístico da cidade, que está entre as maiores produtoras de algodão do Brasil, com 87 mil hectares cultivados na safra 25/26 e uma produção projetada em 396 mil toneladas de algodão em caroço.
Durante a visita a Campo Verde, os empresários conheceram a Indústria Beneficiamento de Sementes, a biofábrica, a colheita e o processo de beneficiamento do algodão em fazendas e em uma usina do Grupo Bom Futuro. “Hoje, aqui, a gente teve uma experiência muito legal de entender quanto estudo tem em cima da semente do algodão para fazer um plantio correto, para produzir. A chuva influencia, a sujeira, se a folha cai da árvore. E a gente não tinha noção disso”, enfatizou o empresário André Valdrich.
Toda a tecnologia empregada no processo de produção e do beneficiamento do algodão até a chegada às fiações e, em seguida às tecelagens, às malharias e às confecções, chamou a atenção do empresário Denis Lunelli. “Toda essa melhoria que vem acontecendo desde a semente, com certeza reflete lá no produto final: Melhor produtividade, maior qualidade, fibra mais longa. Tudo é uma cadeia e começa aqui”, frisou ele.
A também empresária Jacira Duarte, que atua no setor há 25 anos, destacou que o algodão é a principal matéria-prima utilizada nas indústrias de confecção, ponta final da cadeia têxtil. “Hoje a gente viu que todo esse acompanhamento que a gente tem, toda essa técnica que tem até chegar aos nossos produtos, realmente, foi grandioso”, afirmou.
“A gente, sem conhecimento de causa, acha que é só jogar a semente no solo e esperar germinar, mas não, a gente viu todo o cuidado que se tem desde a semente, tudo que envolve o antes da plantação para que a gente, de fato, tenha uma matéria-prima de boa qualidade que vai impactar na produção lá na fiação e no produto final, na roupa ou na malha pronta”, destacou Josiane Junkes.
O que foi apresentado durante o Tour, além de impressionar em razão de toda a tecnologia utilizada, pode mudar a geografia da produção têxtil no Brasil, hoje concentrada em sua maior parte em Santa Catarina, São Paulo e no Nordeste. “Diante de tudo que a gente viu aqui, eu acho que Campo Verde está preparando uma infraestrutura que faz com que a gente consiga ser muito competitivo”, destacou o empresário Caetano Laudelino. “Os incentivos dão uma grande ajuda inicial, mas toda a infraestrutura que está sendo construída aqui, eu acho que vai fazer a diferença têxtil num futuro próximo”, salientou ele.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Henrique Soares, o Tour Da Fibra ao Fio já é um evento esperado pelo setor têxtil, o que consolida sua importância no cenário econômico. “Nesse evento em particular, nós fomos procurados pelos empresários”, destacou. “Nós temos aqui hoje um grupo muito forte. São players de renome no mercado nacional e entendo que [participar do tour] vai ser uma vantagem competitiva para que eles tenham esse conhecimento e para que possam ter uma visão mais estratégica do quanto é importante realizar a expansão dos seus negócios”, enfatizou o secretário.
Além dos empresários, o Tour Da Fibra ao Fio contou com participação de representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e da Federação das Indústrias de Mato Grosso.